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Professores decidem manter greve por reajuste salarial no DF

Professores participam de assembleia em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal (Foto: Jéssica Nascimento/G1)

Professores participam de assembleia em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal (Foto: Jéssica Nascimento/G1)

Professores da rede pública do Distrito Federal aprovaram nesta sexta-feira (30) a manutenção da greve da categoria, que já dura 15 dias. Segundo o sindicato, 10 mil pessoas participaram da votação, que aconteceu em frente ao Palácio do Buriti. O grupo reivindica o reajuste salarial de 5%, suspenso pelo governador Rodrigo Rollemberg por déficit financeiro. Eles chegaram a fechar as seis faixas do Eixo Monumental em protesto.

De acordo com o sindicato, 90% dos 34 mil professores aderiram à greve. Com o reajuste salarial, o piso passaria de R$ 4,8 mil para R$ 5 mil. Alunos também participaram da assembleia e se vestiram de preto em apoio aos professores. Alguns manifestantes pintaram palavras de ordem no chão da praça em frente ao palácio. Continuar a ler

CTB-RS e Dieese discutem Piso Regional no Rio Grande do Sul

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Em reunião realizada na tarde desta segunda-feira (26/10), na sede da CTB-RS, diretores e representantes da central receberam a visita do supervisor técnico do DIEESE, Ricardo Franzoi, que palestrou sobre a conjuntura da luta por ajustes no Salário Mínimo Regional. Franzoi iniciou fazendo um breve resgaste sobre a importância da valorização do Piso Regional como mecanismo anticíclico, que ajuda no combate a crise e recessão, e estabelece um mesmo poder de compra para diferentes regiões do Estado, ajudando os sindicatos com menor peso político, na medida em que une o movimento sindical estadual na luta por um piso regional.
As centrais sindicais reivindicam reajuste de 11,55% para o Piso Regional de 2016. O índice foi definido com base na estimativa de reajuste do salário mínimo previsto, que inclui o crescimento do PIB mais o aumento da inflação deste ano (9,83%), soma-se a esse valor a diferença entre a relação do menor piso e o salário mínimo vigente entre 2002 a 2004 e em 2015 (1,56%).
Franzoi afirmou que as entidades patronais “estão tentando se utilizar de uma situação de crise econômica e política para combater um mecanismo de distribuição de renda”. O técnico do DIEESE defendeu que o piso regional visa proteger as categorias de trabalhadores mais vulneráveis, ou com inserção mais frágil no mercado de trabalho e também os profissionais autônomos, setores com mais dificuldades de articulação para buscar aumentos salariais através das negociações coletivas e que a partir dessa política podem ser beneficiados pelo aumento salarial.
Outro ponto abordado na defesa do Piso foi o seu poder de inibição da rotatividade presente no mercado de trabalho gaúcho, na medida em que a elevação do salário base aproxima os valores dos rendimentos dos já empregados em relação aos dos seus possíveis substitutos, desestimulando essa pratica de movimentação de pessoal, que é feita com objetivo de reduzir gastos com a folha de pagamento.
Após a apresentação sobre o Piso Regional, os diretores da CTB-RS também debateram os preparatórios e a mobilização para o 5º Encontro Estadual das Trabalhadoras Urbanas e Rurais da CTB, que neste ano terá como temática central “Violência e Mulher” e será realizado no dia cinco de novembro no auditório da Fetag-RS. O Encontro prevê apresentações culturais, sorteio de brindes, e palestras. Além da mesa de abertura do encontro, uma mesa sobre “Violência”, com a Dr.ª Mara Loguércio, advogada e membro do Opinio Iuris – Instituto de Pesquisa Jurídicas e outra sobre “Saúde da Mulher Trabalhadora” com Maria Beatriz Kunkel, assessora parlamentar na área da saúde da Assembleia Legislativa, são esperadas.
Para participar do 5º Encontro Estadual das Trabalhadoras Rurais e Urbanas se increva até o dia 30 de outubro pelo telefone (51) 3228.9478 ou pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..”>ctb.rs@portalctb.com.br.
Após esse ponto, foram discutidos as programações e o planejamento para o restante do calendário da CTB-RS.